Vira de longe os pontos luminosos dentre os
caixotes de concreto. A luz da lua fazia o quadro de fundo de sua visão.
Maravilhou-se. não sabia se os pontos de luz eram mesmo pontos ou se faziam
notas musicais em partitura invisível. Não desejava saber. Apenas fechou os
olhos e entregou-se à sinfonia. E a cidade moderna, tal qual a que
Baudelaire soube cantar divinamente, fazia-se música em hora crepuscular, em
que os automóveis e os trens com barulho histérico impeliam sua modernidade.
Texto: Elaine Maciel
Fotografia: Vanessa Deguti - SP
Fotografia: Vanessa Deguti - SP
Sinceramente , belo trabalho . ;)
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