domingo, 16 de junho de 2013

CIDADE PSICANALÍTICA



Vira de longe os pontos luminosos dentre os caixotes de concreto. A luz da lua fazia o quadro de fundo de sua visão. Maravilhou-se. não sabia se os pontos de luz eram mesmo pontos ou se faziam notas musicais em partitura invisível. Não desejava saber. Apenas fechou os olhos e entregou-se à sinfonia. E a cidade moderna, tal qual a que Baudelaire soube cantar divinamente, fazia-se música em hora crepuscular, em que os automóveis e os trens com barulho histérico impeliam sua modernidade.

Texto: Elaine Maciel
Fotografia: Vanessa Deguti - SP

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